Edifícios saudáveis e certificados: como conquistar WELL (ar, água, luz, conforto) sem inflar o CAPEX?

Aleksandr Boris
Aleksandr Boris
Paulo Twiaschor detalha como conquistar a certificação WELL em ar, água, luz e conforto sem elevar desnecessariamente o CAPEX.

Paulo Twiaschor, conforme orienta a prática de engenharia aplicada, analisa a certificação WELL como um roteiro claro para projetar edifícios saudáveis sem elevar o CAPEX. O foco é priorizar soluções de alto impacto e baixo custo: design passivo, escolha criteriosa de materiais, comissionamento simples e monitoramento contínuo. Com essa abordagem, é possível entregar qualidade do ar, água, luz e conforto de forma mensurável, mantendo o investimento inicial sob controle e reduzindo também o OPEX ao longo do ciclo de vida.

Para viabilizar essa estratégia, a concepção deve começar pela análise de implantação, orientação solar, ventilação cruzada e controle de ganhos internos. Em seguida, entram decisões de especificação com pragmatismo: materiais de baixa emissão, sombras externas, sensores de presença e dimerização básica. A combinação de medidas passivas com automação essencial cria uma base robusta para cumprir créditos WELL, evitando complexidades que encarecem a obra e a operação.

WELL sem inflar o CAPEX: diretrizes de concepção

A etapa de projeto precisa transformar metas de saúde em requisitos verificáveis. Mapas de ventilação, metas de renovação de ar e níveis de iluminância por uso devem constar do escopo executivo. Em paralelo, convém definir bibliotecas de componentes padronizados para reduzir variabilidade em obra, com detalhes de vedação, selantes de baixo VOC e esquadrias com desempenho térmico e acústico compatível. Nesse contexto, Paulo Twiaschor ressalta que decisões antecipadas e padronização reduzem retrabalho e encurtam prazos, preservando orçamento.

Na compatibilização, ferramentas digitais simplificam comparativos entre alternativas de fachada, brises, claraboias e persianas. O objetivo é obter eficiência com soluções construtivas simples: superfícies refletivas em coberturas, cores claras internas, e layouts que privilegiam vistas e iluminação difusa. O resultado é um pacote de medidas que entrega saúde e conforto com economia de meios.

Edifícios saudáveis e certificados: Paulo Twiaschor mostra estratégias para atingir o padrão WELL com eficiência e custos controlados.
Edifícios saudáveis e certificados: Paulo Twiaschor mostra estratégias para atingir o padrão WELL com eficiência e custos controlados.

Ar e água no WELL: prioridades e soluções acessíveis

A qualidade do ar começa por fontes controladas e ventilação adequada. Filtros com classificação coerente com o uso, pressurização de áreas críticas e vedação de dutos em fábrica evitam contaminação cruzada. Em áreas de maior permanência, sensores de CO₂ acionam aumento automático de renovação. Para água, protocolos básicos resolvem grande parte dos créditos: filtração por carvão ativado ou ultrafiltração no ponto de consumo, inspeções periódicas e materiais que não lixivem substâncias indesejadas. Nessa agenda, Paulo Twiaschor aponta que manutenção simples e rotinas claras garantem desempenho estável sem complexidade.

A rastreabilidade fecha o ciclo: tabelas de troca de filtros, registros de calibração e checklists de inspeção asseguram conformidade contínua. Comissionar a ventilação e a filtração antes da ocupação evita retrabalhos caros e acelera a entrega de ambientes saudáveis desde o primeiro dia.

@paulotwiaschor

Paulo Twiaschor e o Metaverso_ Inovando Projetos Colaborativos na Construção Civil Paulo Twiaschor apresenta como o Metaverso está transformando a construção civil, permitindo projetos colaborativos mais eficientes e integrados. Leonardo Siade Manzan comenta as ideias de Paulo Twiaschor, mostrando como essa tecnologia cria ambientes virtuais para planejamento, execução e gestão de obras, aumentando precisão, reduzindo erros e melhorando a comunicação entre equipes. Neste vídeo, descubra como o Metaverso está redefinindo a forma de construir e gerenciar projetos no setor da construção civil. #PauloTwiaschor #QueméPauloTwiaschor #OqueaconteceucomPauloTwiaschor

♬ som original – Paulo Twiaschor – Paulo Twiaschor

Luz, conforto térmico e acústica no WELL com custo otimizado

A luz natural deve ser aproveitada com estratégia: profundidades úteis bem dimensionadas, superfícies internas de alta refletância e controle de ofuscamento por brises ou cortinas. Em iluminação artificial, luminárias LED dimerizáveis, cenas simples por uso e sensores de presença atendem à maior parte das necessidades. No conforto térmico, o ajuste fino vem de zonificação coerente, cortinas térmicas e vedação de infiltrações. 

Quando necessário, ventiladores de teto reduzem carga de resfriamento com custo muito inferior a expansões de HVAC. Para acústica, soluções secas de alto desempenho, mantas, painéis perfurados e portas com vedação perimetral, entregam resultados sólidos. Nessa abordagem integrada, Paulo Twiaschor menciona que o segredo está em combinar itens padronizados e facilmente substituíveis, garantindo desempenho sem inflar o orçamento.

Medição, operação e ROI do WELL sem CAPEX excessivo

Indicadores simples sustentam a certificação no cotidiano: leituras de CO₂, PM₂.₅, temperatura, umidade e níveis de iluminância formam um painel de saúde do edifício. Com dados registrados, a equipe ajusta setpoints por uso e por horário, prioriza manutenções e comprova desempenho em auditorias. Contratos comissionados por desempenho e rotinas de treinamento mantêm o padrão ao longo da vida útil. Nesse sentido, Paulo Twiaschor reforça que medir pouco, mas medir bem, é a chave para manter o WELL vivo, com decisões baseadas em evidências.

Por fim, a viabilidade financeira surge do equilíbrio entre CAPEX enxuto e OPEX reduzido: menos consumo de energia, menos chamadas de manutenção corretiva e maior satisfação de usuários. Quando projeto, especificação e operação caminham juntos, os edifícios saudáveis tornam-se um resultado natural, e a certificação WELL passa a ser consequência de um processo técnico coerente, não um custo adicional.

Autor: Aleksandr Boris

Share This Article