O que as grandes obras de infraestrutura ensinam sobre tomada de decisão sob pressão?

Diego Velázquez
Diego Velázquez
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim

Quando se observa o histórico de projetos de infraestrutura no Brasil, um padrão se repete: as obras que chegam ao fim dentro do prazo e do orçamento raramente são as mais simples, mas quase sempre são aquelas com os melhores processos de decisão em campo. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, ex-presidente da OAS, pertence a uma geração de executivos que aprendeu esse princípio da forma mais concreta possível, gerindo operações em que cada decisão técnica tinha impacto direto sobre cronogramas, equipes e contratos de grande vulto. A capacidade de decidir bem, rápido e com informação incompleta é um dos ativos mais escassos na engenharia de alta complexidade.

A tomada de decisão sob pressão em grandes obras envolve variáveis que vão além do conhecimento técnico puro. Geologia adversa, conflitos de interface entre subcontratados, mudanças de escopo durante a execução e restrições de acesso ao canteiro são situações que exigem do gestor a combinação entre raciocínio analítico e experiência acumulada. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim construiu esse repertório ao longo de décadas de atuação no setor, em projetos que não deixavam margem para hesitação nem para soluções improvisadas que comprometessem a integridade da obra.

Por que as melhores decisões em obra começam antes do primeiro serviço?

O senso comum do setor da construção pesada atribui os problemas de execução à fase de canteiro. Na prática, a maioria das crises operacionais tem origem em decisões tomadas, ou não tomadas, muito antes do início das obras. Projetos com incompatibilidades entre disciplinas, contratos com escopo mal definido e cronogramas elaborados sem consulta às equipes de campo são receitas para conflito no momento em que as máquinas entram em operação. É nesse ponto que a experiência do gestor faz a diferença, antecipando riscos que só aparecem no papel para quem já os viveu na prática.

Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, ao longo de sua trajetória na engenharia, acumulou a percepção de que a qualidade das decisões pré-obra determina, em grande parte, a qualidade da execução. Essa lógica é compartilhada por gestores de obras de referência ao redor do mundo, e reflete um amadurecimento que o setor brasileiro ainda está construindo de forma consistente. Investir em planejamento detalhado, revisão de projetos e estruturação de contratos é uma das formas mais eficientes de reduzir imprevistos e elevar a produtividade nas frentes de serviço.

Elmar Juan Passos Varjão Bomfim
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim

Decisão técnica e gestão de pessoas: dois lados do mesmo desafio

Gerir uma grande obra é, antes de tudo, gerir pessoas em condições adversas. Equipes em campo, engenheiros de disciplinas distintas, fornecedores com interesses conflitantes e fiscais de órgãos públicos compõem um ambiente humano tão complexo quanto os sistemas técnicos da própria obra. Conforme sustenta a literatura especializada em gestão de projetos de alta complexidade, os maiores gargalos em obras de infraestrutura raramente são tecnológicos: são relacionais, comunicacionais e organizacionais.

Elmar Juan Passos Varjão Bomfim desenvolveu ao longo de sua carreira a competência de articular esse ecossistema humano sem perder o foco na entrega técnica. A capacidade de alinhar equipes em torno de objetivos comuns, resolver conflitos antes que se transformem em paralisações e manter o ritmo operacional mesmo diante de adversidades externas é o que distingue lideranças que realmente entregam resultados das que apenas gerenciam documentos e relatórios. Em obras de grande porte, essa distinção vale meses de prazo e milhões em custos evitados.

O valor da experiência acumulada num setor em transformação

A construção civil brasileira vive um processo de modernização acelerado, com adoção crescente de ferramentas digitais, metodologias ágeis adaptadas ao ambiente de obra e sistemas de monitoramento em tempo real. Nesse cenário, há um risco real de supervalorizar a tecnologia em detrimento da experiência. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim representa um perfil profissional que combina as duas dimensões: o conhecimento gerado por décadas de atuação em projetos complexos e a capacidade de integrar novas ferramentas de gestão sem perder de vista os fundamentos operacionais que sustentam a execução.

O setor da infraestrutura no Brasil demanda, cada vez mais, lideranças que saibam equilibrar inovação e pragmatismo. A André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, sob a condução de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, está inserida nesse movimento, atuando em projetos que exigem tanto o domínio das tecnologias contemporâneas de construção quanto a solidez técnica que só a experiência de campo é capaz de fornecer. É dessa combinação que o mercado de infraestrutura vai precisar, de forma crescente, nas próximas décadas.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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